Mais um artigo..

http://www.mundodomarketing.com.br/2006/ver_coluna.asp?cod=146

Abraços

Bullet prepara mudanças em sua estrutura.

Saiu hoje no Meio&Mensagem a notícia que a Bullet, uma gigante no mercado de promoções está
se reestruturando para fazer com que seus departamentos atuem de forma mais integrada, melhorando
o resultado das ações propostas e realizadas para os clientes.

Na teoria isso é algo que dá certo. Ao longo da minha curta carreira como publicitário, sempre
trabalhei em agências de pequeno ou médio porte. Ano passado, me aventurei na Publicis Brasil,
uma das 5 maiores agências do país e pude ver o outro lado da moeda.

Em agências de menor tamanho, as campanhas são feitas com mais entusiasmo. Ter um grande cliente
no portifólio é sempre bom, mesmo que seja feita uma pequena ação, mas ela foi feita. Ter uma
Coca Cola, Microsoft, Chevrolet ou Samsung em um portifólio de pequenas agências valorizam e
dão credibilidade a empresa.

O trabalho em estruturas pequenas praticamente obriga a todas as pessoas a participarem do
processo criativo. A mídia dá palpite, o planejamento, atendimento (que conhece o cliente como
ninguém!!), criação e o projeto sai.
Isso é super importante, pois cada um tem uma visão. O brainstorm fica mais rico, mais cheio
de idéias. São elaboradas 5, 6 campanhas. Só sai uma, no máximo duas, mas algumas dessas idéias
são aproveitadas em outros clientes.

Atuar de forma integrada é um conceito que eu defendo há algum tempo, exatamente por essa troca
de idéias e visões, porém, sempre respeitando a habilidade de cada um.
Um planejador pode dar palpite em um anúncio, mas não pode achar que entende mais do que o
diretor de arte; que por sua vez, pode dar uma olhada no plano de mídia, até sugerir uma
revista ou um jornal, mas não pode querer saber mais que o gerente de mídia, afinal, cada
um estudou e se especializou em uma área diferente.

Como mídia, eu gosto muito de trabalhar ao lado de grandes criativos. Tive oportunidade de
trabalhar com vários, onde posso citar o Ronaldo e o Maso na Lybra; Maurício, Adriano e Paulinha
na TORO. Sentávamos várias vezes para ter idéias sobre campanhas. Cheguei uma vez a falar em uma
reunião: "A Criação cria. A mídia e o planejamento executam". A idéia era trabalhar de forma
integrada, mas deixando a criação livre para voar, assim, conseguimos fazer trabalhos muito
bons, com execelentes resultados ao cliente.

A integração, quando a equipe está "redonda" é sempre mais fácil. Duas cabeças pensam melhor
que uma. O que dirá 10 cabeças?

Abraços

Mudando foco.
Hoje o assunto é Copa do Mundo.

Como os mais de 182 milhões de brasileiros, é claro que fiquei profundamente chateado com o
gol de Henry, tirando o Brasil da Copa. Mas convenhamos... que time merece vencer não chutando
a gol? Levando para o Marketing, uma vez que esse blog fala sobre isso, que empresa tem sucesso
se não colocar seus produtos para vender?

O objetivo do futebol é levar a "redonda" para aquele retângulo com rede. Avisem isso ao Parreira!!

O jogo de sábado, para mim, foi apenas uma constatação. Temos o melhor time. O pior técnico.
Talvez seja isso que os especialistas chamem de "equilíbrio no futebol".

Começou que o Parreira escalou mal. A convocação foi até aceitável, apesar de que alguns
jogadores já não ter mais condições de servir a seleção, mas enfim, não havia muitos
melhores. Engolimos Cafú, Roberto Carlos, Emerson...

Dentro dos 23 jogadores, faltou armar e escalar o melhor time. Faltou dar conjunto, confiança.
Faltou um pouco da família Felipão, estrategista Luxemburgo, das "porradas" do Leão, da
simplicidade de Paulo Autuori ou do nervosismo no banco de reservas de Muricy Ramalho.

Juninho Pernambucano entrou.. para jogar de líbero? Zé Roberto, a surpresa jogou muito bem.
No desarme, no ataque nada fez de produtivo, a não ser o 3o gol contra a morta Gana.

Ronaldinho Gaúcho jogava fora de posição. É preciso estar exatamente na posição que ele sabe
jogar para dar um chute a gol? É preciso jogar na posição para acerta um drible ou um passe?

O Ronaldo fenômeno estava gordo, fora de forma. Poxa, será que ele foi pego de surpresa na
convocação? Ele não sabia desde 2002 que ele ia ser o camisa 9 na Copa de 2006? Não deu
tempo para se preparar?

Parreira, jogador brasileiro sabe SIM marcar individualmente, a não ser que você ache que
deixar um craque como Zidane jogar com liberdade seja uma boa estratégia... ainda bem que
Paulo Autuori, em dezembro fez com que o Mineiro anulasse Gerrard do Liverpool, ou meu glorioso
tricolor não seria tri campeão mundial.

Acredito que jogadores como Beckham, Lampart, Totti, Ballack, Figo estavam loucos para pegar o Brasil
afinal, eles jogariam livres e se consagriariam com grandes craques da Copa...

A desculpa de "não tivemos tempo" não cola. Foram 3 anos e meio de preparação para essa seleção.
Antes da Copa as grandes seleções fizeram amistosos com outras grandes seleções. E nós?

Bom, o hexa, na Alemanha, não era para acontecer mesmo. O Futebol tem como objetivo FAZER O GOL
e se possível não tomar.
O Parreira infelizmente pensa o contrário: Não tomar o gol e se possível fazê-lo.

O já citado 3o gol do Brasil contra Gana, levou 25 toques - contados um a um pela Globo - para
ser concluído. Qualquer time do campeonato Brasileiro leva no máximo 10 toques para chegar a
meta adversária.

Pois é... temos um técnico medroso, que não se mexe, não sabe o que fazer, não entende de futebol
e para piorar um coordenador técnico que além de dormir durante o jogo é capaz de querer escalar
o time com Vavá, Didi, Garrincha e Pelé... aliás, que saudades desses SIM craques.

Abraços

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